segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Tara Maldita (1956)

Um clássico que merece ser visto e revisto várias vezes.

Motivo de polêmica na época, por trazer uma criança como vilã, o filme nos choca ao mostrar a frieza e maldade de Rhoda, de apenas oito anos, uma sociopata mirim que encanta a todos com seu jeito meigo e doce, mas que esconde um verdadeiro mal dentro de si.
A dor de Christine (mãe de Rhoda), que encontra-se em uma dura situação, de aceitar que sua filha é uma assassina e a passividade da menina para com a morte de um amigo de escola, que ela mesma matou por causa de uma simples medalha de caligrafia, são uma das coisas que mais chamam atenção ao longo da produção.
Ao tocar em um tema delicadíssimo, que é a psicopatia infantil, o filme nos fascina do começo ao fim, emocionando-nos e revoltando-nos em várias cenas, e por fim, levando-nos a refletir sobre a seguinte questão: "Seria a maldade humana, fruto apenas do ambiente em que vive, ou ela também pode florescer desde o útero?"

                         Olha só a carinha da Rhoda. Um anjinho né? Só que não!